quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Família

Todos dizem que os laços familiares são mais fortes do que qualquer outra coisa. Eu concordo. Mas laços temos que fazê-los. E há sempre aquelas que gostam de desfazê-los. Apenas o a parentesco não garante amor eterno para ninguém. Muito menos para mim.
Essas coisa de que devemos amar fulano porque é nosso pai, nossa mãe, irmão ou o diabo, isso é uma palhaçada de mau gosto.
Ora, os laços familiares, de alguma maneira, influenciam nossos sentimentos e nos aproximam, nos mantém unidos. Mas aproximação é aquela coisa ? Pode resultar em amor, em sexo, em amizade, mas também pode significar o começo das encrencas, das rivalidades, da dominação de um pelo outro, da violência, da prepotência e assim por diante.
Um pai que espanca regularmente seus filhos, uma mãe que prefere um filho a outro ou negligencia seus filhos em nome de um namorado, um irmão que calunia o outro irmão para tirar algum proveito, um tio que abusa sexualmente dos sobrinhos, enfim, são tantas circunstâncias absurdas que o resultado tem, por obrigação, ser no mínimo o distanciamento, porque, a rigor, por justiça, o ódio é que deveria brotar dessas relações tão perturbadoras. Mas as pessoas estão contaminadas pelo que chamam de instinto familiar. Se é que essa coisa existe, é de mãe para filho, e olhe lá! Assim, o filho sente-se impelido a perdoar os pais a vida toda, mesmo que esse perdão só sirva para tranquilizar o abusador sexual, o espancador, o explorarador. De resto, é a proximidade e o senso de responsabilidade, elementos fundamentais em um família, que levam à união e ao amor. E responsabilidade, justiça, bondade, enfim, bons e justos sentimentos não são para todos. E não é a paternidade ou a maternidade que transformam imediatamente as pessoas em boas e justas pessoas!

Nenhum comentário:

Postar um comentário