Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de julho de 2010

A três.

Ter uma relação a dois deve ser muito difícil por isso um monte de gente decerto acaba namorando a 3, 4...

Isso é muito mais comum do que se pensa.

É a degradação total dos relacionamentos humanos como os entendemos.

Sexo é muito bom, e certamente cometemos desatinos por causa dele.

Mas toda essa suposta modernidade dos novos relacionamentos são apenas formas mais deprimentes de cristalizarmos certas condutas preconceituosas, sobretudo em relação a mulher.

Pesquisando nos sites de relacionamentos abertos, o que se vê são os maridos oferecendo as mulheres para orgias de todo tipo. Raramente se vê uma mulher sozinha procurando parceiros e menos ainda mulheres oferecendo os maridos.

São as mulheres, sob a capa da liberdade sexual, servindo de objeto nas mãos de namorados e maridos pervertidos.

Não tenho nada contra isso, afinal, sou a favor da liberdade responsável, mas o que realmente incomoda é perceber que as mulheres continuam sendo capachos nos quais os homens se refestelam. Continuam sendo criaturinhas obedientes que para manter seus relacionamentos, abrem mao da própria dignidade.

Teriam elas prazer nessas bandalheiras todas?

Certamente. Sexo sempre é bom e elas não fazem nada por obrigação. Mas seriam felizes com esses prazeres carnais todos?

Eis aí uma grande incógnita.

Muitas vezes o sexo, de tão prezeroso, acaba por se tornar viciante. E por não comportar nenhum efeito físico diretamente prejuducial, como as drogas, as pessoas não o encaram como uma dependência, mas cada vez mais usam o sexo como fator de preenchimento de um vazio existencial que sabem muito bem que não será na carne que encontrarão.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Família

Todos dizem que os laços familiares são mais fortes do que qualquer outra coisa. Eu concordo. Mas laços temos que fazê-los. E há sempre aquelas que gostam de desfazê-los. Apenas o a parentesco não garante amor eterno para ninguém. Muito menos para mim.
Essas coisa de que devemos amar fulano porque é nosso pai, nossa mãe, irmão ou o diabo, isso é uma palhaçada de mau gosto.
Ora, os laços familiares, de alguma maneira, influenciam nossos sentimentos e nos aproximam, nos mantém unidos. Mas aproximação é aquela coisa né? Pode resultar em amor, em sexo, em amizade, mas também pode significar o começo das encrencas, das rivalidades, da dominação de um pelo outro, da violência, da prepotência e assim por diante.
Um pai que espanca regularmente seus filhos, uma mãe que prefere um filho a outro ou negligencia seus filhos em nome de um namorado, um irmão que calunia o outro irmão para tirar algum proveito, um tio que abusa sexualmente dos sobrinhos, enfim, são tantas circunstâncias absurdas que o resultado tem, por obrigação, ser no mínimo o distanciamento, porque, a rigor, por justiça, o ódio é que deveria brotar dessas relações tão perturbadoras. Mas as pessoas estão contaminadas pelo que chamam de instinto familiar. Se é que essa coisa existe, é de mãe para filho, e olhe lá! Assim, o filho sente-se impelido a perdoar os pais a vida toda, mesmo que esse perdão só sirva para tranquilizar o abusador sexual, o espancador, o explorarador. De resto, é a proximidade e o senso de responsabilidade, elementos fundamentais em um família, que levam à união e ao amor. E responsabilidade, justiça, bondade, enfim, bons e justos sentimentos não são para todos. E não é a paternidade ou a maternidade que transformam imediatamente as pessoas em boas e justas pessoas!