domingo, 7 de fevereiro de 2010

Os nossos ídolos!

Devemos adorar Deus, porque Deus é perfeito. Mas em vez disso, adoramos os artistas, que não só não são perfeitos, como são perfeitos péssimos exemplos.
Eu sempre fui muito passional nesse aspecto, mas hoje aprendi a admirar mesmo a despeito dos graves defeitos.
Foi com assim com Meryl Streep e Glenn Close. As duas maiores atrizes vivas. Duas das maiores atrizes de todos os tempos. Admiro-as há pelo menos 15 anos. E qual nào foi a minha surpresa, ao saber que ambas (na verdade Hollywood inteira) eram fervorosas eleitoras do Partido Democrata! Vadias, pensei! Cretinas sem vergonhas, completei. Como eles puderam fazer isso comigo, desabafava pra mim mesmo! Mas passou-se.
Depois foi o Monteiro Lobato. Aos 9 ou 10 anos li duas briografias dele, uma delas de autoria de Edgar Cavalheiro. Biografias sérias. Mas eu era uma criança e nada entendia, nada sabia da dureza da vida.
Eis que recentemente, ao pesquisar sobre ele, soube que o Lobato era dado a um espiritismo. Dizia a matéria que até de mesa branca ele participava. Ai... quis morrer! Lobato espírita? Antes tinha lido que ele era ateu. Não sei o que é pior. Mas para completar, eis que me cai na mao a noticia de que ele nutria fortes simpatias pelo c omunismo russo. Foi muita coisa pra um ídolo só.
E o que eu fiz? Larguei de mão?
Não exatamente. Lobato continuou tendo o mesmo moral comigo. Ter certa simpatia pelo comunismo na década de 30 ou 40 não era exatamente uma falha de caráter. Primeiro porque os crimes de Lênin e de Stálin ainda não eram de domínio público. Alem disso, era cedo ainda para julgar a experiência comunista enquanto sistema econ6omico. De qualquer modo, Lobato já tinha demonstrado em vários livros o seu entusiasmo com o capitalismo americano. Lobato, apesar das macumbarias e afins, continua sendo um dos maiores brasileiros de todos os tempos.
Já Meryl e Glenn perderam muito do encanto. Não da pra ter como idolos duas pessoas que votam cegamente em gente como os Clinton e Obama. Que faz campanha pelo aquecimento global e pela viadizaçao e sapatonizaçao da sociedade. Não dá.
Mas ao mesmo tempo, também não dá para deixar num cantinho a Sophia, a Francesca, a Karen Blixen e todas as mulheres fantásticas que Meryl interpretou. E muito menos a Marquesa de Merteuil, umas das maiores interpretações femininas de todos os tempos, coisa da magnifica Glenn Close.
Por isso vos digo: é possível admirar alguém, mesmo que a pessoa não seja perfeita. O pai, a mãe, o amigo, a professora, o ator, a atriz, o cantor e a cantora. O que eu não consigo entender ainda é como alguém consegue admirar quem não tem qualidade e nem talento nenhum. Por que ser fã da Meryl, poxa! Ela pode falar e fazer as cretinices, mas a mulher é a maior atriz americana. Mas a diabada que tá aí só sabe admirar cantor maconheiro que não canta e nem compoe nada que preste (Marcelo D2 tantos outros da mesma laia) a atrizes e atores que deveriam tá era lavando louça em algum bar de periferia (Luana Piovani, Adriane Galisteu, Paulo Vilhena...), artistas plásticos retardados cheios de coisas a dizer e interpretar, mas que na prática só fazem coisas feias e sem sentido. Coisas tão feias e sem sentido como o que tem na cabeça dessa gente que acha graça em qualquer um.

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