quinta-feira, 13 de maio de 2010

Razão e sensiblidade...

A razão seria aquele conjunto de atos mentais realizados com a intenção de se chegar à verdade. Mas o que é a verdade? Eu não faço muito ideia, uma vez que sou um tanto quanto ignorante e portanto muitas verdades escapam-me.
Admitir que há a verdade é admitir que há o certo e o errado.
O certo seria a verdade e o contrário disso seria o erro, a mentira.
Mas vivemos em tempos em que as verdades absolutas são veementemente contestadas. Vivemos em tempos de descarado relativismo.
Para os relativistas, nada é absoluto, e as verdades são caso do foro íntimo, coisinhas subjetivas, à toa.
Eu já cheguei a ouvir de um seminarista que o Papa era um tirano porque pregava que a Igreja Católica era a única verdadeira Igreja de Cristo. Cristo foi um só e portanto a Igreja que Ele fundou também foi uma só. Se o Papa está correto ou não, eu não sei. Mas estranho seria se o Chefe Supremo da Igreja Católica afirmasse que a Igreja que ela chefia talvez esteja correta, e que na verdade ele acredita em céu, inferno, em santos, etc mas quem sabe também náo exista a reencarnação e congêneres ou mesmo que Cristo não passava de um homem comum.
Em outras palavras, o relativismo emburrece. Ele desobriga as pessoas a alcançarem a verdade, não importa em qual área.
O relativismo também desobriga o ser humano a ter uma conduta moral mais rígida.
Se nada é certo, se nada é errado, tudo é permitido. Até mesmo a total imoralidade e a total burrice.
Se a razão é o único caminho para se chegar à verdade, e se para os relativistas a verdade não existe, o relativismo matou a razão.
Felizmente há ainda pessoas que não se entregaram à essa indecência, excrescência e imbelicidade chamada relativismo.
E serão esses poucos que herdarão os reinos do Céu, porque não só acreditam que há uma verdade absoluta, como se esforçam para alcançá –la, compreendê-la e e aceitá-la.

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