quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aids e o tal do Dicesar.

Esses dias (muitos dias atrás, na verdade), surgiu uma polêmica sobre a questão da transmissão do vírus HIV, o causador da aids.
Essa polêmica foi levantada no Big Brother. Um dos participantes, Marcelo Dourado, afirmou que só os homossexuais contraem o HIV. Foi ignorante, certamente. E muito. Mas eis que todo o movimento gay , onfendissimo por todos os outros viados, arma o contra- ataque, liiderado por um outro participante do programa, o tal Dicesar, viado assumido, e não menos ignorante do que outro, porém bem mais aborrecido e chato.
A declaração de Dourado transcendeu. Era uma afirmação da sua mal disfarçada homofobia.
Então tá né! Vamos aos fatos.
Ser homofóbico não é simplesmente não gostar de gays e sapatonas. É ter verdadeira ojeriza a essas pessoas, é ter um ódio doentio. É transformar essa aversão em atos que de fato prejudiquem os gays.
E isso existe no Brasil? Não, não existe. Como também não existe racismo.
E existe descriminação? Sim. Os negros e gays são discrimados, os gordos, os pobres, as mulheres, as crianças, os muitos magros, os muito baixos, os deficientes, os nordestinos e assim por diante.
No Brasil a discrimação a essas pessoas não é sistemática, não é organizada e numericamente falando não representa riscos reais a esses grupos.
No Brasil a discrimação é pontual e circunstancial. E de todos os grupos citados, certamente são os homessexuais os menos vitimados.
Quantos homossexuais morrem, anualmente, no Brasil, por serem homossexuais? Uns trezentos de um total de 20 milhões. Isso representa 0.0000015%. Um grupo do qual apenas 0.0000015% sofre perdas, esse grupo sofre perserguição? Está de fato ocorrendo um “viadocídio”no Brasil?
E porque desses 300 uns 299 são homens?
Oras, então a homofobia é na verdade uma viadofobia? As lésbicas, inclusives, são muito mais ousadas nas manifestações afetivas públicas do que os gays.
E porque elas não são assassinadas?
Por que ( e acho que falei sobre isso) desses 300 gays assassinados, a maioria morre por motivos diversos sem nenhuma relação com a homofobia de fato.
A grande maioria morre nas mãos de bandidos comuns, marginais que se aproveitam dos desejos sexuais que os gays nutrem por heterossexuais e que usam o sexo como isca para atrair esses gays e tirar pequenos e grandes proveitos dessa inusitada situação.
Mas e o que o Dourado e o Dicesar tem a ver com tudo isso?
Oras, O Dourado falou uma besteira. Mas besteiras ditas são infimamente menos prejudiciais do que as besteiras omitidas. Ao falar a bobagem sobre a forma de contaminação pelo HIV, dourado foi honesto. Honestamente ignorante. E assim, abriu espaço para reaçoes, defesas e correçoes.
E o movimento gay, o que faz? Omite.
Omite o fato que se a aids não é exclusiva dos gays, é entre os gays que ela grassa feito erva daninha em solo adubado.
O sexo entre dois homens é o que apresenta o maior risco, pelos fatos do sexo anal causar lesoes na mucosa retal e da camisinha romper com mais facilidade. Assim, sangramentos são comuns, aumentando em muito o risco de contaminação. Além disso, o homossexual passivo recebe toda a carga de esperma.
Isso não é homofobia, a não ser que o movimento gay considere o HIV um vírus homofóbico. Isso é fato.
Outra fenômeno solenemente omitido é o surgimento acelerado de muitos novos casos de gays contaminados, uma vez que a prevenção, em relação a todos os sexos, está cada mais esquecida.
Outro dado fundamental é que, gostem ou não os viados, os homens heterossexuais são um dos grupos, em relação ao sexo, que correm menos riscos de contaminação. Isso, por um lado é positivo para os homens, mas por outro, torna-os mais negligentes com a prevenção. E menos risco não é (como acredita Dourado) ausência de risco.
De todos os grupos, são as lésbicas as que menos riscos correm. O sexo entre duas mulheres é relativamente o mais seguro de todos, mesmo quando não se pratica nenhum método de prevenção. Além do que, culturalmente falando, as lésbicas, mesmo não sendo santas ( e não existem santos e santas homossexuais, pelo menos não assumidos e militantes) não frequentam as famosas saunas, não pagam garotas de programa, não pariticipam de orgias com a mesma frequencia que os sedentos viadinhnos espalhados pelo Mundo afora. Por que outra verdade tem que ser dita. Viado é tudo igual, não importa o cantinho do Mundo onde ele se encontra.

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