quarta-feira, 5 de maio de 2010

Espiritismo e o monopolio do espirito.

Muitas coisas me irritam. Muitas mesmo. Mas tem algumas que em particular me arrenegam um pouquinho mais.
Uma delas é essa boçalidade dos espíritas em querer monopolizar a vida após a morte.
Pior ainda é que, cá no Brasil, todo mundo cai nessa esparrela.
Para os espíritas e também para um monte de católico e sem-religião-definida, só os espíritas acreditam em vida após a morte.
Olha, a continuação da vida, após o falecimento, é o principio básico de qualquer religião. Qualquer uma. Cada uma cria o seu mundo espiritual pós “batimento das botas” do seu jeito. Os egipicios construiram até Pirâmides e para os nosso latinos indios, as pessoas finadas podiam se transformar em mandiocas e milhos. Para os católicos, há o inferno, purgatório e céu e para os evangélicos, só há a salvação e a danação eternas.
E quem vai para o inferno? Quem vira madioca? Quem vai para o purgatório? São os espiritos, claro.
Os mesmos espiritos que, para os kadercistas, reencarnam, reencarnam, ou vivem em outro plano astral, mas bem pertinho da gente, a dar conselhos e sustos, a nos iluminar ou infernizar a nossa vida.
Mas que fique claro: todos que possuem uma religião creem em vida após a morte. Ou deveriam crer, pelo menos. Já ouvi católicos dizendo que quando a gente morre, tudo se acaba.
Mas isso são coisas do Brasil, em que nada é levado a sério, nada é encarado com muita lógica e racionalidade. Por isso tudo o que não presta e a parte civilizada do mundo rejeitou, aqui é tratado com reverência e dedicação. A começar pelo espiritismo.

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