quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ódios saudáveis.

Há quem diga que o ódio envenena a alma. O ódio envenena a alma, mas a alma dos tolos, ignorantes e fracos. Para as pessoas de mente sã, o ódio não apenas é algo natural, como muitas vezes imprescindível.
É o ódio que mantem viva a chama da justiça, da equidade.
O ódio nos protege da maldade alheia.
Como falei, um sujeito centrado não sai por aí a odiar Deus e o Mundo e por qualquer motivo. Isso é coisa de gente louca, desiqulibrada.
As pessoas justas odeiam porque são forçadas a odiar.
Como sabemos, ninguém, é perfeito.E algumas pessoas são mais imperfeitas do que a nossa vã filosofia pode suportar. E são pessoas cujos atos conscientemente nos prejudicam ou tiveram a inteção de nos prejudicar gravemente.
Sentir o que? Piedade? Amor? Perdoar?
Tolices dos covardes.
A maioria das pessoas que diz perdoar com facilidade está na verdade demonstrando medo. Medo de encarar aquilo que lhes faz mal.
Dizem que devemos combater o mal com o amor. Também acho. Mas esse amor deve ser o amor próprio. E quando nos amamos, podemos até perdoar, mas perdão tem limite.
E o limite do perdão está na capacidade desse perdão modificar o sujeito que nos fez mal.
Repetidos perdões para repetidas pessoas só reforçam nessas a tranquilidade em continuar errando e nos maltratando e prejudicando.
Em compensação, quando nutrimos um saudável ódio contra nossos algozes, estaremos, certamente, agindo no sentido de mante-los bem afastadinnhos ou neutralizados. E isso que importa. Evitar o mal, nem que usemos o mal. O justo mal.
Ah, e outra coisa óbvia: nem todo mal é digno de ódio, mas também nem todo mal é digno de perdão.

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