A razão seria aquele conjunto de atos mentais realizados com a intenção de se chegar à verdade. Mas o que é a verdade? Eu não faço muito ideia, uma vez que sou um tanto quanto ignorante e portanto muitas verdades escapam-me.
Admitir que há a verdade é admitir que há o certo e o errado.
O certo seria a verdade e o contrário disso seria o erro, a mentira.
Mas vivemos em tempos em que as verdades absolutas são veementemente contestadas. Vivemos em tempos de descarado relativismo.
Para os relativistas, nada é absoluto, e as verdades são caso do foro íntimo, coisinhas subjetivas, à toa.
Eu já cheguei a ouvir de um seminarista que o Papa era um tirano porque pregava que a Igreja Católica era a única verdadeira Igreja de Cristo. Cristo foi um só e portanto a Igreja que Ele fundou também foi uma só. Se o Papa está correto ou não, eu não sei. Mas estranho seria se o Chefe Supremo da Igreja Católica afirmasse que a Igreja que ela chefia talvez esteja correta, e que na verdade ele acredita em céu, inferno, em santos, etc mas quem sabe também náo exista a reencarnação e congêneres ou mesmo que Cristo não passava de um homem comum.
Em outras palavras, o relativismo emburrece. Ele desobriga as pessoas a alcançarem a verdade, não importa em qual área.
O relativismo também desobriga o ser humano a ter uma conduta moral mais rígida.
Se nada é certo, se nada é errado, tudo é permitido. Até mesmo a total imoralidade e a total burrice.
Se a razão é o único caminho para se chegar à verdade, e se para os relativistas a verdade não existe, o relativismo matou a razão.
Felizmente há ainda pessoas que não se entregaram à essa indecência, excrescência e imbelicidade chamada relativismo.
E serão esses poucos que herdarão os reinos do Céu, porque não só acreditam que há uma verdade absoluta, como se esforçam para alcançá –la, compreendê-la e e aceitá-la.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Viver a Vida.
Sempre gostei de novelas. Nunca gostei das novelas do Manoel Carlos. Ele é sacana. Ele é digno de desprezo. Ele é perigoso. Não vou lembrar de todos os absurdos das novelas dele, mas dessa última, a tal Viver a Vida, tem algo que é revoltante. É a trama que envolve a Sandrinha, irmã da protagonista Helena. A menina, que não é boa coisa, se apaixona e se envolve com um bandido. Tem um filho dele. Ele apronta todas, a chantageia, continua bandido. Eis que um outro personagem da novela, um homem adulto, trabalhador, honesto, tenta, por um meio desonesto, afastar de vez o bandido da vida daquela família. O cara fez algo do tipo por um relógio nos pertences do marginal para que ele fosse preso de uma vez por todas. Esse é o resumo da ópera. E eis que entra então a pena sábia do Maneco. Porque, a partir do gesto desesperado do homem que tenta afastar o delinquente dos seus amigos queridos, eis que Maneco inverte a moral. O bandido é o trabalhador honesto. O condenável é o trabalhador honesto. O monstro é o trabalhador honesto. E o bandido? O bandido de verdade? Esse, para o Maneco, é justamente a vítima. Vítima do sistema. Vítima da classe média que possui conforto porque comete o crime de trabalhar honestamente. Parece bobagem falar sobre isso. Mas não é. Apesar da novela ser um fracasso de audiência para os padrões globais, ela atinge cerca de 30 milhões de brasileiros. O que Manoel Carlos faz também não é apenas um erro de juízo, um lapso moral. A inversão de valores nas novelas de Manoel Carlos é puro gramscismo. É o entretenimento a serviço da destruição dos nossos valores mais importantes. É a luta de classes marxista enlatada para a devida alienação das massas. Há outros exemplos em suas novelas, ou mesmo nessa. Mas essa coisa dele transformar o bandido em vítima me revoltou. E pelo que tenho percebido, muita gente, desse vez, não caiu na armadilha do Maneco e conseguiu enxergar esse absurdo do mesmo jeito que eu. Infelizmente isso é muito pouco. Do mesmo modo, a novela não é causa, e sim reflexo da revolução comunista brasileira, em processo bastante adiantando e praticamente irreversível. Oremos e lutemos. Como eu sou covarde, orarei apenas.
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