terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Viver a Vida.
Sempre gostei de novelas. Nunca gostei das novelas do Manoel Carlos. Ele é sacana. Ele é digno de desprezo. Ele é perigoso. Não vou lembrar de todos os absurdos das novelas dele, mas dessa última, a tal Viver a Vida, tem algo que é revoltante. É a trama que envolve a Sandrinha, irmã da protagonista Helena. A menina, que não é boa coisa, se apaixona e se envolve com um bandido. Tem um filho dele. Ele apronta todas, a chantageia, continua bandido. Eis que um outro personagem da novela, um homem adulto, trabalhador, honesto, tenta, por um meio desonesto, afastar de vez o bandido da vida daquela família. O cara fez algo do tipo por um relógio nos pertences do marginal para que ele fosse preso de uma vez por todas. Esse é o resumo da ópera. E eis que entra então a pena sábia do Maneco. Porque, a partir do gesto desesperado do homem que tenta afastar o delinquente dos seus amigos queridos, eis que Maneco inverte a moral. O bandido é o trabalhador honesto. O condenável é o trabalhador honesto. O monstro é o trabalhador honesto. E o bandido? O bandido de verdade? Esse, para o Maneco, é justamente a vítima. Vítima do sistema. Vítima da classe média que possui conforto porque comete o crime de trabalhar honestamente. Parece bobagem falar sobre isso. Mas não é. Apesar da novela ser um fracasso de audiência para os padrões globais, ela atinge cerca de 30 milhões de brasileiros. O que Manoel Carlos faz também não é apenas um erro de juízo, um lapso moral. A inversão de valores nas novelas de Manoel Carlos é puro gramscismo. É o entretenimento a serviço da destruição dos nossos valores mais importantes. É a luta de classes marxista enlatada para a devida alienação das massas. Há outros exemplos em suas novelas, ou mesmo nessa. Mas essa coisa dele transformar o bandido em vítima me revoltou. E pelo que tenho percebido, muita gente, desse vez, não caiu na armadilha do Maneco e conseguiu enxergar esse absurdo do mesmo jeito que eu. Infelizmente isso é muito pouco. Do mesmo modo, a novela não é causa, e sim reflexo da revolução comunista brasileira, em processo bastante adiantando e praticamente irreversível. Oremos e lutemos. Como eu sou covarde, orarei apenas.
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