terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Morte

Como havia dito, um amigo morreu. É estranho. É dolorido. Não sou espírita. O espiritismo tenta amenizar a dor da morte através de teorias bobocas. Como não acredito nessa palhaçada de reencarnação e cia, a morte me é sempre dorida, incomunicável e incomensurável. Custa acreditar que novas histórias realizar-se-ão e a pessoa querida que se foi não mais participará de nenhuma delas. Custa acreditar que estamos um pouco mais sós, um pouco mais desamparados. E doi saber que não seremos mais procurados para ser o bálsamo desse pessoa. Resta a memória. Mas a memória é falha. Além disso, a memória, nesses casos, recupera imagens, sons, mas traz com eles melancolia e tristeza e isso não é bom. Resta se conformar. Para quem é cristão, não há sequer o conforto dos espíritas de que no final das contas todos se reencontrarão. Resta sofrer e esperar por mais sofrimento, até o dia em que nós mesmos sejamos o motivo da dor alheia, ao deixarmos esse mundo.

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