Há pessoas que mudam nossas vidas, e há pessoas que mudam nossas cabeças. Às vezes parar pior, outras vezes para melhor. Quando a influência é nagativa, a coisa fica preta, porque como já se disse, burrice é algo que quanto maior, mais dificil a pessoa burra se percebe como tal.
Já as boas influências também nos moldam, quando assim permitimos.
Tive excelentes companheiros nessa jornada e Monteiro Lobato foi o primeiro deles. Ensinou –me (o que é uma obviedade) o gosto pela leitura, pela cultura geral (História do Mundo para crianças, Geografia de Dona Benta, Aritmética de Emília, Emília no País da Gramática, O Minotauro) e pela vida rural brasileira.
Alem de Lobato, uma década e meia depois, encontro nas páginas de uma revista de circulação nacional que cismei de comprar a assinatura, um escritor que dizia tudo o que eu pensava a respeito das coisas que aconteciam no Brasil e no Mundo.
O mais interessante é que mesmo com minha crueza intelectual, eu o entendia perfeitamente porque a essência dos textos dele era aquele conjunto de valores que permeia a vida de qualquer pessoa decente: o respeito à propriedade, o amor ao trabalho, a devoção religiosa, a defesa da vida humana. Valores essenciais que independem de grau de instrução ou erudição.
Por isso eu o entendia tão bem.
Na verdade, não apenas o entendia. Ele era como um porta voz. Na minha ignorância, não conseguia expressar o que ele expressava com tanta propriedade.
Mas não ficava só nisso.
A cada texto, ele escancarava minha crueza intelectual e cultural, ao apresentar temas os quais eu precisava ter algum conhecimento se quisesse me tornar algo um pouco superior a um idiota total.
Isso foi em 2001.
Quase 10 anos atrás.
Hoje, eu continuo ignorante e sequer consegui melhorar como ser humano, mas o simples fato de saber o quanto sou estúpido e porque o sou e o quanto sou um ser humano aquém do moralmente aceito, me deixa feliz e grato a esse homem.
Ele se chama Olavo de Carvalho. O homem mais inteligente do Brasil. E um dos mais decentes. Decentes como ele há milhares no nosso país. Mas Olavo, apesar de todos os obstáculos, se tornou um dos homens mais cultos e racionais que existem. Mas não usa isso para se encher de falsas glórias e arrotar vaidades.
Ele é também um homem de alma generosa, que usa o seu conhecimento para alertar, orientar e aconselhar brasileiros, latinos em geral e até norte americanos.
Alguns podem me criticar, dizendo que ele ganha dinheiro com cursos, palestras e cursos e portanto não há generosidade no que ele faz.
E ganha mesmo.
Mas ganha pouco.
Ele poderia estar recebendo altos salários em quaquer emprego público, ele poderia, com sua erudição, enfeitar ricas publicações da mídia, mas prefereiu a honestidade ao dinheiro fácil e covarde.
Olavo de Carvalho ganha algum dinheiro com seu conhecimento e discernimento. Ganha muito pouco. Ele merece muito mais!
Merece sobretudo a gratidão de um país que, infelizmente, em sua maioria, não o conhece, ou que o conhece e lhe vira as costas, às vezes por não entendê-lo, às vezes por odiá-lo (praticamente toda a midia tradicional e a intelectualidade e o mundo acadêmico e politico) e às vezes por puro fingimento, porque aceitar Olavo é aceitar o quanto somos imbecis e complacentes com as desgraças da nossa Nação e com os nossos proprios defeitos.
Essa entrevista é muito boa para conhecer um pouquinho do Olavo:
Nenhum comentário:
Postar um comentário